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CAPÍTULO - I
 
ACIDENTES ACONTECEM
 
Somente lembro que era início de dezembro, o dia e o ano está totalmente fora de cogitação conseguir lembrar, por isso nem vou me esforçar.

Animado com as férias escolares, acabei me empolgando demais, cometi o primeiro de muitos, "acidentes domésticos", que são perfeitamentes normais para os garotos  entre 8 e 13 anos, afinal, é muita energia acumulada em um corpinho ainda em formação.

Era difícil controlar os impulsos, e por culpa deles, ao subir em uma prateleira, bati em algo que caiu e espatifou-se no chão, ou seja, quebrei uma das louças de porcelana, justo aquela que minha mãe tinha um ciúme tremendo, e tentava me manter distante delas. 

Mas, o que os olhos não veem, o coração não sente, por isso dei graças a Deus em estar sozinho na cozinha, ao menos era o que havia pensado.

Juntei os cacos rapidinho e dei um sumiço neles.

- (Narrador) Ufa, escapei dessa!

Ledo engano, a fofoqueira da minha irmã estava nas proximidades no momento do ocorrido, ouvio o barulho e chamou a Mãe.

Ficaram escondidas observando e "aprendendo comigo", as lições de como se livrar rápidamente das provas  do crime.

Não tinha passado nem 10 minutos do término de minha cansativa tarefa
de limpeza, quando minha querida Mãezinha me chamou para conversar, mas a única que falou foi a cinta do Pai, que ela já tinha deixado estrategicamente posicionada, para fazer a tatuagem no meu traseiro.

Mas isso não iria ficar assim,  a fofoqueira da minha irmã, não perdia por esperar, a vingança já estava sendo planejada.

Descubra no próximo capítulo.

Narrado por: Sebastião Vendelino Reinert

 
Nossa Família Nossa História
Enviado por Nossa Família Nossa História em 23/01/2021
Alterado em 24/01/2021


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